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Reunião com Responsáveis

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REUNIÃO ~~~~~~~~~~~~~ Texto publicado no Facebook em 7/8/2019
Na primeira reunião deste ano foram abelhas e suspiros, na segunda foram "barrinhas de ouro", na terceira a suavidade das borboletas... 
Ainda sinto um frio na barriga quando faço as reuniões com responsáveis. Você tem noção do que é educar/cuidar de 28 crianças ao mesmo tempo? Tem noção da confiança que os responsáveis têm em nosso trabalho? Tem noção que aquelas VIDAS estão ali, diariamente, esperando o nosso melhor sorriso, a nossa melhor explicação, a melhor ambientação possível daquele espaço de convivência que é a sala de aula?
Eu escolhi ser PROFESSORA. Teria capacidade de ter qualquer profissão, não faltaram oportunidades ou formação. Mas, escolhi ser PROFESSORA. Busquei cursos, estudo muito, tenho meu material, planejo, executo e avalio.
Nestes 31 anos no magistério houve momentos difíceis? Sim. Já chorei muito, já me revoltei, já entristeci. Nossa vida na Educação é muito dura. Então, fazer o quê? Buscar soluç…

19 de abril: Dia do Indígena

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Não é só neste "dia". É todo dia... Não é só por causa da Lei 11.645/08. É todo dia... É muito mais que isso. É cultura, é história, é povo.  É tudo junto, mas respeitando o espaço de cada um.
Salve, os povos indígenas da terra das palmeiras!!!
*Foto: Menino (etnia guarani-kaiowá)

"Pindorama. Palavra de origem tupi que significa terra das palmeiras. Palmeiras como inajá, pupunha, buriti, tucum, tucumã, pindoba, tucumaí. Em Pindorama, todos os dias eram dos índios, e também dos papagaios, dos tamanduás, dos gaviões. E do urubu-rei, da jaguatirica, da ariranha, do jacaré-de-papo-amarelo, do peixe-boi, do lobo-guará, do macaco-prego, do mutum.
Pindorama era também como os povos ando-peruanos nomeavam esta terra que hoje chamamos Brasil, e que era habitada por milhares de diferentes povos. A estes povos, de línguas bem distintas entre si, foram atribuídos nomes que muitas vezes não eram adotados por eles mesmos. Hoje, descendentes dos antigos povos como os Krenak, os Pataxó, os Mur…

Opinião: Plano de Curso

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Plano de Curso ~~~~~~~~~~~~~~~~~ Texto escrito no Facebook em 03/06/2018
Ivanise Meyer
Aproveitei o feriado para arrumar meu armário. Ainda não havia conseguido organizar as prateleiras. Tirei tudo e fui separar por assuntos... 
Encontrei esse "plano de curso" da minha primeira turma, C.A., em 1988. Junto estavam os planos por bimestre. 
Guardei esse material pois ele se tornou especial para mim. Minha primeira turma como professora concursada.
Nós, professores da rede pública, sobrevivemos a todas as mudanças que cada governo nos impõe. Estamos todos os dias, nas escolas, enfrentando a realidade que não está no papel.
É preciso acreditar que alguma coisa vai melhorar na sociedade. Mas está cada dia mais difícil.
Me restam a esperança e a perseverança.




Opinião: Até onde é ignorância?

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Até onde é ignorância? ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Texto publicado no Facebook em 8/6/2018
Ivanise Meyer

Ignorar é não ter conhecimento sobre algo. Não ter conhecimento pode nos levar ao erro, ao equívoco e até atitudes pouco educadas.

Há muitos anos atrás, fiz um pedido aos alunos antes da merenda. Quando virei, uma criança de 5 anos me chamou de "vagabunda". Me assustei, pois além de me sentir ofendida, uma palavra tão "pesada", era inacreditável. A mãe disse que ele aprendeu na televisão, que ele nunca ouviu isso em casa, etc.

Crianças e jovens que não aceitam ser contrariados, como se o mundo estivesse aos seus pés. Não aceitam regras ou limites. Dão as ordens em casa, escolhem quando vão dormir, decidem o que se assiste na televisão, são consumidoras vorazes... 

Até que ponto precisamos explicar às pessoas o que é uma ofensa? Será mesmo que ignoram, que não sabem o que seja ofender alguém?

Cadê aquela "educação que se aprende em casa"?


Opinião: A capa do Extra

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A CAPA DO EXTRA ~~~~~~~~~~~~~~~~~~ O que me entristece é que estamos perdendo nossa capacidade de indignação, de luta, parece que a sociedade está anestesiada... Cada morte violenta que aparece na mídia é logo substituída por outra, e assistindo ao noticiário parece que estamos vendo as mesmas notícias todos os dias... 

Meu medo é que a violência não seja mais encarada como "violência", que seja algo "normal", que "faz parte". Assim como foi se tornando a falta de respeito pelos professores ("isso é coisa de criança", "os pais sempre têm razão", "esse professor não quer nada", e outras coisas que já ouvi). Assim como a falta de limites: crianças e adolescentes não têm senso de autoridade, é como se o mundo estivesse aos seus pés e nós estamos aqui para satisfazer as suas vontades. Frase que ouço (e me espanta): "Ele não gosta de ser contrariado". Como assim? Eu, adulta, sou contrariada e estou viva, cumpro minhas obrig…