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19 de abr de 2019

19 de abril: Dia do Indígena


Não é só neste "dia". É todo dia...
Não é só por causa da Lei 11.645/08. É todo dia...
É muito mais que isso.
É cultura, é história, é povo. 
É tudo junto, mas respeitando o espaço de cada um.

Salve, os povos indígenas da terra das palmeiras!!!

*Foto: Menino (etnia guarani-kaiowá)


"Pindorama. Palavra de origem tupi que significa terra das palmeiras. Palmeiras como inajá, pupunha, buriti, tucum, tucumã, pindoba, tucumaí. Em Pindorama, todos os dias eram dos índios, e também dos papagaios, dos tamanduás, dos gaviões. E do urubu-rei, da jaguatirica, da ariranha, do jacaré-de-papo-amarelo, do peixe-boi, do lobo-guará, do macaco-prego, do mutum.
Pindorama era também como os povos ando-peruanos nomeavam esta terra que hoje chamamos Brasil, e que era habitada por milhares de diferentes povos. A estes povos, de línguas bem distintas entre si, foram atribuídos nomes que muitas vezes não eram adotados por eles mesmos. Hoje, descendentes dos antigos povos como os Krenak, os Pataxó, os Mura, os Maxacali, os Xavante, os Krahó, os Xacriabá, os Karajá ou os Ticuna vivem em aldeias lutando para preservar sua língua, seus hábitos, suas tradições e sua própria terra. Dos milhões de índios que viviam no extenso território brasileiro estão apenas alguns mil. Matemática estranha, que em quinhentos anos não multiplicou o número dos índios: subtraiu."
CASTANHA, Marilda. Pindorama: terra das palmeiras. São Paulo: Cosac Naify, 2007.


Clique aqui  para ver a apresentação que fiz para meus alunos.

16 de abr de 2019

Indígenas do Brasil

Indígenas do Brasil
~~~~~~~~~~~~~~~~
Postagem  original de 02/05/2016

 Após uma "imersão" na cultura indígena com livros, fotos, vídeos e muita conversa, cada criança fez a pintura corporal no seu índio.



Silhueta preparada (papel karft colado em cartolina preta para dar esse efeito de "borda", como se fosse um contorno).

Desenhos com tinta nanquim (preta) usando o cotonete.

Esse trabalho autoral, feito por crianças de 5 e 6 anos, foi graças a muita informação sobre a cultura indígena.


No outro dia, as crianças pintaram com tinta vermelha (nanquim), usando o cotonete.
Para finalizar, colei penas formando um "cocar", colei um palito forrado de fita adesiva preta e colei atrás do índio.


Acho engraçado quando me perguntam o quê vou trabalhar no dia do índio...
Já escrevi isso aqui mais de uma vez.

Certamente não vou trazer uma "folhinha" para as crianças pintarem com um índio estereotipado, ou aqueles índios da América do Norte, com calça de couro e machadinhas cruzadas de enfeite...

Se é para falar sobre a cultura indígena brasileira, que se pesquise e traga para as crianças: bons livros, imagens (há muitas na internet), música indígena (de verdade!), lendas (há ótimas em vídeo!).

Eu montei uma apresentação em Power Point para apresentar as imagens.

Se quiser mais sugestões, clique aqui. 

Ivanise :)


19 de abr de 2013

Brincadeiras Indígenas



Cada etnia indígena tem suas brincadeiras próprias. A seguir estão alguns exemplos:

1. No Parque do Xingu no Mato Grosso, os pequenos índios Mehinaku brincam de "onça" (a que chamam de Yanokama). Uma criança se esconde no capinzal, e seu papel é surpreender as demais crianças, pulando sobre elas como se fosse o bote de uma onça.
☺☺☺
2. Entre os índios Tenetehara, do Maranhão e Pará, há um jogo chamado "caça ao veado". Um indiozinho faz o papel do veado e tem de fugir de outra criança que representa o caçador e de várias outras que representam os cachorros.
☺☺☺
3. Entre os índios Canela, do Maranhão, as crianças formam uma fila, começando pelos mais fortes e altos. Cada criança abraça forte a da frente, passando os dois braços por baixo do colega. Uma das crianças fica fora da fila e representa um Gavião. Ele vai falando com cada um da fila dizendo que tem fome e ataca sempre a última da fila. Enquanto o Gavião tenta apanhar esse último, o grupo - sempre abraçado - tenta cercar o Gavião.
☺☺☺
4. As crianças Kamayurá, do Parque do Xingu, também formam uma fila, todos sentados e abraçados ao colega da frente. O primeiro da fila se agarra firme a um toco. Um outro grupo tenta arrancar o último da fila e se utiliza de cócegas, arranhões e puxões bem firmes.
☺☺☺
5. Há brincadeiras que são representações do papel do adulto dentro da sociedade indígena. Entre os Mehinaku, as crianças fingem estar doentes e imitam procedimentos de cura dos pajés adultos. Há também a imitação do casamento, onde os meninos fingem que saem para caçar, trazem folhas representando a caça e as entregam às meninas, que fingem preparar o alimento. Esse jogo tem variações interessantes: às vezes as meninas fingem arrumar amantes enquanto o menino está fora caçando; quando este chega em casa, finge ter raiva da mulher enquanto o amante foge.
☺☺☺
6. Um brinquedo bastante comum entre etnias de todo o Brasil é a chamada "cama-de-gato", onde as crianças entrelaçam um barbante nos dedos das mãos formando figuras.

Uma outra diferença importante entre a infância dos índios e não-índios é o grau de autonomia que gozam as crianças indígenas. São sempre criadas com muita liberdade e raramente repreendidas.
Um bom exemplo dessa autonomia é mostrado em um filme chamado "Das Crianças Ikpeng para o Mundo", feito por um adolescente Ikpeng dentro do projeto Vídeo nas Aldeias. Nesse filme, dois garotos de uns 10 anos, apresentam o cotidiano da aldeia e das crianças dessa etnia, índios que vivem no Parque do Xingu. Em uma cena as crianças organizam uma pescaria. Saem umas doze crianças, com idades variando de 5 a 10 anos - somente elas - remando por um rio gigantesco até uma ilhota no meio do rio. Pescam, mergulham, brincam, e voltam remando sozinhas até a aldeia.
Em outra cena, um dos meninos pega um facão, quase de sua altura. Fica parecido com um samurai japonês. E então esculpe um aviãozinho num pedaço de madeira. São ações que fariam uma mamãe não-índia arrepiar os cabelos, mas que por outro lado fortalecem a autoconfiança do índio desde pequeno.

Fonte: www.iande.art.br


A Brincadeira do Sapo Tuxáua
Brincadeira dos índios Tukano - Alto Rio Negro, AM
☺☺☺☺☺

O Tuxáua (chefe) Sapo reúne seus parentes numa fila em sua aldeia, para perguntar o que cada um quer comer. Os sapos só podem responder mosquitos (carapanã). Aqueles que falarem outros alimentos como frutas (cuki, uacu e umari) ganham veneno do Tuxáua Sapo e morrem. Só sobreviverão os que acertarem a verdadeira alimentação dos sapos: os insetos.
Como prêmio, os vencedores farão parte do grupo do chefe.

♥ Eu fiz essa brincadeira com as crianças e elas amaram!!! Só adaptei para usar as palavras em português. Todo mundo queria o veneno do sapo Tuxáua!!!
Organizado por Ivanise Meyer®

Dia do Índio (indígenas)

Dia do Índio
19 de abril
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Materiais do Baú de Ideias
para pesquisar:

Sugestões de links:

Povos Indígenas no Brasil
Povos Indígenas no Brasil Mirim
Museu do Índio
Dicionário Tupi-guarani

Blog do Daniel Munduruku
Jogos dos Povos Indígenas
Iandé – Casa das Culturas Indígenas
Cinco equívocos sobre a cultura indígena brasileira
Cultura Indígena Contemporânea
Vídeo com a música de Jorge Ben Jor


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Organizado por Ivanise Meyer®

18 de abr de 2011

19 de abril - O que (não) fazer no Dia do Índio

19 de abril
Dia do Índio
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Já fiz algumas postagens sobre este assunto,
indiquei histórias para as crianças,
leitura para os professores,
e sugestões de atividades.
Hoje indico um texto que li
e gostei muito:

O que (não) fazer no Dia do Índio

Na data em homenagem aos primeiros habitantes do Brasil, uma série de estereótipos e preconceitos costuma invadir a sala de aula. 

O Dia do Índio é comemorado em 19 de abril no Brasil para lembrar a data histórica de 1940, quando se deu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. O evento quase fracassou nos dias de abertura, mas teve sucesso no dia 19, assim que as lideranças indígenas deixaram a desconfiança e o medo de lado e apareceram para discutir seus direitos, em um encontro marcante.

Por ocasião da data, é comum encontrar nas escolas comemorações com fantasias, crianças pintadas, música e atividades culturais. No entanto, especialistas questionam a maneira como algumas dessas práticas são conduzidas e afirmam que, além de reproduzir antigos preconceitos e estereótipos, não geram aprendizagem alguma. "O indígena trabalhado em sala de aula hoje é, muitas vezes, aquele indígena de 1500 e parece que ele só se mantém índio se permanecer daquele modo. É preciso mostrar que o índio é contemporâneo e tem os mesmos direitos que muitos de nós, 'brancos'", diz a coordenadora de Educação Indígena no Acre, Maria do Socorro de Oliveira.
Saiba o que fazer e o que não fazer no Dia do Índio:

1. Não use o Dia do Índio para mitificar a figura do indígena, com atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las.
            Faça uma discussão sobre a cultura indígena usando fotos, vídeos, música e a vasta literatura de contos indígenas. "Ser índio não é estar nu ou pintado, não é algo que se veste. A cultura indígena faz parte da essência da pessoa. Não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea", explica a antropóloga Majoí Gongora, do Instituto Socioambiental.

2. Não reproduza preconceitos em sala de aula, mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens
            Mostre aos alunos que os povos indígenas não vivem mais como em 1500. Hoje, muitos têm acesso à tecnologia, à universidade e a tudo o que a cidade proporciona. Nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes.

3. Não represente o índio com uma gravura de livro, ou um tupinambá do século 14
            Sempre recorra a exemplos reais e explique qual é a etnia, a língua falada, o local e os costumes. Explique que o Brasil tem cerca de 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas. Cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar. Não se prenda a uma etnia. Fale, por exemplo, dos Ashinkas, que têm ligação com o império Inca; dos povos não-contatados e dos Pankararu, que vivem na Zona Sul de São Paulo.

4. Não faça do 19 de abril o único dia do índio na escola
            A Lei 11.645/08 inclui a cultura indígena no currículo escolar brasileiro. Por que não incluir no planejamento de História, de Língua Portuguesa e de Geografia discussões e atividades sobre a cultura indígena, ao longo do ano todo? Procure material de referência e elabore aulas que proponham uma discussão sobre cultura indígena ou sobre elementos que a emprestou à nossa vida, seja na língua, na alimentação, na arte ou na medicina.

5. Não tente reproduzir as casas e aldeias de maneira simplificada, com maquetes de ocas
            "Oca" é uma palavra tupi, que não se aplica a outros povos. O formato de cada habitação varia de acordo com a etnia e diz respeito ao seu modo de organização social. Prefira mostrar fotos ou vídeos.

6. Não utilize a figura do índio só para discussões sobre como o homem branco influencia suas vidas
            Debata sobre o que podemos aprender com esses povos. Em relação à sustentabilidade, por exemplo, como poderíamos aprender a nos sentir parte da terra e a cuidar melhor dela, tal como fazem e valorizam as sociedades indígenas?

Para pesquisar:
http://pib.socioambiental.org/pt (Povos Indígenas do Brasil)

http://pibmirim.socioambiental.org/ (Povos Indígenas do Brasil Mirim) – site voltado para crianças com muitas informações, jogos, etc.

Obs.: Este texto não é de minha autoria, o site onde estava hospedado não existe mais (2019).

As sugestões do Baú de Ideias

♥♥♥
Organizado por Ivanise Meyer®

16 de ago de 2008

Folclore: Iara


Iara
~~~~~~~~~
Iara: uma lenda de origem indígena

Também conhecida como a “mãe das águas”, Iara é uma personagem do folclore brasileiro. De acordo com a lenda, de origem indígena, Iara é uma sereia (corpo de mulher da cintura para cima e de peixe da cintura para baixo) morena de cabelos negros e olhos castanhos.
♥♥♥
Contam os índios da região amazônica que Iara era uma excelente índia guerreira. Os irmãos tinham ciúmes dela, pois o pai a elogiava muito. Certo dia, os irmãos resolveram matar Iara. Porém, ela ouviu o plano e resolveu matar os irmãos, como forma de defesa. Após ter feito isso, Iara fugiu para as matas. Porém, o pai a perseguiu e conseguiu capturá-la. Como punição, Iara foi jogada no rio Solimões (região amazônica). Os peixes que ali estavam a salvaram e, como era noite de lua cheia, ela foi transformada numa linda sereia.
Curiosidade:
A palavra Iara é de origem indígena. Yara significa “aquela que mora na água”.


♥♥♥
Materiais: cartolina colorida, cola, tesoura, tesoura de picotar (detalhe na cintura), paetês, palito grande, lã (cabelos) e olhinhos.
Como fazer: Recortar o corpo, o rabo da sereia e colar. Fazer a composição utilizando os elementos que aparecem na foto.
Sugestão: recortar ela toda em cartolina branca, pintar (lápis cera, de cor ou hidrocor) e colar os detalhes.
O palito grande é colado atrás (fica como um fantoche de vara).

Organizado por Ivanise Meyer®

16 de abr de 2008

Lendas Indígenas: mandioca e milho


Lendas
Eu contei as lendas indígenas seguidas da "degustação" de aipim (mandioca) e de milho.

Lenda da Mandioca
♥♥♥
Após contar a lenda em roda, fomos no quintal da escola, onde havia pés de mandioca plantados.
Colhemos alguns pés (mas as mandiocas estavam pequenininhas).
Quando voltamos para a sala, eu abri uma das raízes para eles verem "por dentro".
♥♥♥
Eu levei (de casa) as mandiocas cozidas em água e sal. Cada criança foi provar da mandioca, alguns passaram manteiga. Levei também a farinha de mandioca. Algumas crianças passaram a mandioca cozida na farinha (disseram que estava delicioso!!! Coisa de criança, né?!).
♥♥♥
Levamos algumas folhas pra sala e fizemos a impressão das folhas no papel usando lápis de cera (coloca a folha embaixo da folha e passa o lápis de cera deitado).
Lenda do Milho
Contei a lenda usando um pedaço de papel crepom verde, que desenrolei na medida que o "pé de milho" crescia... Depois usei um pedaço amarelo simbolizando a espiga.
Levei para a rodinha uma espiga "de verdade" e abrimos para ver por dentro.
Depois convidei a turma para saborear as espigas cozidas.
Hum!!! Passamos uma manteiguinha!!! E nhac, nhac, nhac!!!

Nossa herança cultural é riquíssima!
As lendas e mitos das 3 culturas que se fundiram
(indígenas, africanos e europeus)
dão um sabor especial ao nosso dia-a-dia
Beijinhos,
Ivanise :)

14 de abr de 2008

Música: Tu Tu Tu Tupi (Hélio Ziskind)

Em 2006, na apresentação da turma de Educação Infantil na E.M. José Alpoim, dançamos essa música.
A roupa das crianças era um avental de TNT, amarrado de lado, branco (curtinho), com desenhos feitos em lápis cera do que aparece na música (animais e vegetais). Cada criança representava uma "palavra" de origem tupi que aparece na música.
As crianças marcaram os passos com chocalhos.
Nossa dança foi em roda ou fileira (como nos vídeos que assistimos de danças indígenas).
Ficou muito lindo!!!

Tu Tu Tu Tupi
(Hélio Ziskind)



Tu Tu Tu Tu
Tu Tupi
Todo mundo tem
um pouco de índio
dentro de si
dentro de si
Todo mundo fala
língua de índio
Tupi Guarani
Tupi Guarani
E o velho cacique já dizia
tem coisas que a gente sabe
e não sabe que sabia
e ô e ô
O índio andou pelo Brasil
deu nome pra tudo que ele viu
Se o índio deu nome, tá dado!
Se o índio falou, tá falado!
Se o índio chacoalhou
tá chacoalhado!
e ô e ô
Chacoalha o chocalho
Chacoalha o chocalho
vamos chacoalhar
vamos chacoalhar
Chacoalha o chocalho
Chacoalha o chocalho
que índio vai falar:
Jabuticaba Caju Maracujá
Pipoca Mandioca Abacaxi
é tudo tupi
tupi guarani
Tamanduá Urubu Jaburu
Jararaca Jibóia
Tatu
Tu Tu Tu
é tudo tupi
tupi guarani
Arara Tucano Araponga Piranha
Perereca Sagüi Jabuti Jacaré
Jacaré Jacaré
quem sabe o que é que é?
- ...aquele que olha de lado...
é ou não é?
Se o índio falou tá falado
se o índio chacoalhou
tá chacoalhado
e ô e ô
Maranhão Maceió
Macapá Marajó
Paraná Paraíba
Pernambuco Piauí
Jundiaí Morumbi Curitiba Parati
É tudo tupi
Butantã Tremembé Tatuapé
Tatuapé Tatuapé
quem sabe o que é que é?
- ...caminho do Tatu...
Tu Tu Tu Tu
Todo mundo tem
um pouco de índio
dentro de si
dentro de si
Todo mundo fala língua de índio
Tupi Guarani
Tupi Guarani


PARA OUVIR A MÚSICA ENTRE AQUI EM SEGUIDA CLIQUE EM Hélio Ziskind - Meu Pé Meu Querido Pé
Abrirá uma nova janela com uma relação de músicas. Clique no terceiro "alto falante" e escute.

10 de abr de 2008

Cultura Indígena: Cerâmica

***************
" Cerâmica indígena "
***************
Esse vaso nós fizemos depois de assistir ao episódio "A INDIAZINHA" do Cocoricó.
Materiais:
Papel kraft, tinta guache vermelha ou preta, lápis cera branco, pincel.
Etapas:
1 - Cortar as silhuetas em papel kraft;
2 - Pintar com a tinta vermelha e deixar secar bem;
3 - No outro dia: pintar com lápis de cera branco nos "espaços".
4 - Eu montei um painel com os vasos que ficou muito lindo!


Organizado por Ivanise Meyer®

3 de abr de 2008

Sobre o Dia do Índio (sugestões)

19 de abril
Dia do Índio*
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Postagem original em 15/07/2007


Antes de colocar minhas sugestões, faço minhas considerações...
♥♥♥
Depois de ler o livro "Coisas de Índio" do Daniel Munduruku, mudei minha visão da comemoração deste dia.
Ao estudar a história dos povos indígenas no Brasil, percebo que simplesmente
vestir as crianças com penas e chocalhos não traz o sentido desse dia.
Não desperta o respeito por um povo "estraçalhado" por nossa história de colonização. Os índios do Brasil brigaram muito pelo seu direito às terras, não se deixaram escravizar e pagaram com a própria vida.
Como diz a música do Jorge Ben Jor:
"Todo dia, era dia de índio."
♥♥♥
Existe uma "tradição" escolar de comemorar esse dia com fantasias, que muitas vezes retratam os índios da América do Norte (com roupas, machadinhas e etc). Estes, também, foram dizimados pelas ações dos colonizadores que "invadiram" suas terras (tal como aconteceu por aqui).
♥♥♥
Eu gosto de trabalhar com histórias (lendas), vivenciar brincadeiras, trazer informações sobre um outro modo de viver dos índios e as influências da cultura ocidental nos seus costumes (uso de roupas, chinelos e etc).
Trabalho com CDs de música guarani (ouvimos durante as atividades de artes).
Trago em fotografias os traços e cores que eles usam em suas produções.
Já trabalhei em turma de Educação Infantil,
um documentário (em DVD) do Kuarup que fizeram para o Villas Boas no Xingu.
Pode-se criar um "dicionário" com palavras traduzidas para o tupi-guarani.
No CD do Cocoricó há uma música do Hélio Ziskind que diz: "todo mundo tem um pouco de índio dentro de si", esse clipe está na história "A indiazinha" (tem em DVD).
♥♥♥
Deixo aqui algumas sugestões
com todo carinho
pra vocês!
Um beijinho,
Ivanise :)
♥♥♥

Livro: "O menino e o jacaré"
Autora: Maté - Ed. Brinque-Book
Jacaré: cartolina, lápis cera, cola e olhos (opcional).
É uma adaptação de um mito tradicional dos Kayapó.

Fantoche de vara
Materiais: papel craft (corpo), tinta nanquim (preto e vermelho), cotonete para pintar, cola, cartolina preta (base) e palito grandão.
Dicas para fazer o fantoche (2016), clique aqui.


Para quem quer desenvolver um projeto, recomendo esses livros:
♥ Kabá Darebu, do Daniel Munduruku (Brinque-Book)
♥ Coisas de Índio, do Daniel Munduruku, Editora Callis

♥♥♥

Outras sugestões:
♥ Menino Poti, da Ana Maria Machado, ed. Salamandra.
♥ Um dia na aldeia brilho do Sol, de Ana Claudia Bastos, ed. Peirópolis - esse livro vem com um jogo de percurso.
♥ Txopai e Itôhã, Kanátyo Pataxó, ed. Formato
♥ Conhecendo o mundo indígena, Benedito Prezia, ed. Paulinas

♥♥♥

Atualização (19/04/2019)

(*)Índio ou Indígena?
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
•A palavra índio é fruto do engano dos primeiros colonizadores. Ao chegarem nas Américas, eles pensaram estar na Índia e então chamaram de índios os habitantes do continente.

•No Brasil essa palavra é usada como sinônimo de indígena. Indígena quer dizer “aquele que é nativo e descendente dos povos originários de uma localidade”.

Organizado por Ivanise Meyer®
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