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17 de fev de 2019

Matemática 23: Bingo de Números

Bingo de Números
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Há várias maneiras de brincar de bingo.
Na escola podemos utilizar esse jogo como recurso pedagógico para trabalhar diversos conteúdos.
 As cartelas podem conter números, palavras ou imagens.
Explico às crianças que todos os itens serão "sorteados", pois nossa intenção não é apenas "vencer" o jogo, mas aprender o conteúdo

Para este jogo utilizamos: cartelas impressas (tabelas de 5 linhas X 5 colunas), números para o sorteio (utilizei do 1 ao 40), lápis para anotar.


Etapas do jogo:
a) Escrevi os números no quadro, uma linha de cada vez. As crianças participaram "ditando" os números. 
Em cada linha da cartela: a criança escolheu 5 números e escreveu na sua cartela.
No quadro (veja a foto), indiquei com uma seta a linha de cada "família" de números.
* Fazer uma linha de cada vez.
b) Com a cartela pronta, começamos o sorteio dos números. No quadro, fui envolvendo cada número sorteado para que as crianças pudessem conferir, caso fosse necessário.
c) Combinamos que quando todos os números fossem marcados, a criança deveria dizer "BINGO".
d) Sorteamos todos os números.

Ao sortear os números pode-se fazer alguns desafios matemáticos:

a) "Dois patinhos na lagoa" (22)
b) "Esse número é o dia de hoje".
c) "Este número tem 2 dezenas e 5 unidades".
d) Falar pausadamente: quarenta e... três!
e) "Meia dúzia". (6)


Modelos de cartelas:



7 de jun de 2018

Matemática 21: Dez Coloridos (instruções do jogo)

Jogo: Dez Coloridos
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O jogo original “Dez Coloridos” é de autoria da professora Katia Smole do site Mathema. Realizei algumas adaptações conforme os objetivos pretendidos com a turma.
Há uma postagem sobre este jogo aqui, quando eu estava com turma do 1.º ano.
Desta vez, além de utilizar para trabalhar conteúdos da matemática, fiz uma atividade de escrita de texto prescritivo, elaborando as instruções do jogo.

Tabela no quadro com os resultados após as jogadas.

Desenvolvimento:
- Materiais: canudos coloridos (cortados em 5 cm, em 4 cores diferentes), potes de plástico, pratos de papelão, tabela para anotar os resultados da turma. Tabelas para os grupos, lápis, etiquetas coloridas, elásticos e fita adesiva para colagem dos canudos.

- Como organizar o jogo (para o professor):
a) Conversar com as crianças, antecipando as regras do jogo. Estabelecer combinados sobre o comportamento ao longo do jogo;
b) Separar as crianças em grupos com o mesmo número de elementos. Garantir que todos os grupos trabalhem com a mesma quantidade de canudos (total de 40 canudos por grupo);
c) Colocar um pote no centro da mesa de cada grupo;
d) Usar uma tabela para anotar os resultados da turma (em papel ou no quadro);
e) Cada criança deve pegar 10 canudos (colocar no prato de papelão) e aguardar o início do sorteio das cores. O critério é ter as quatro cores oferecidas;
f) Quando a professora sortear uma cor, os componentes colocam seus canudos da cor sorteada dentro do pote;
g) Cada grupo deve contar os canudos da cor sorteada;
h) Registrar as quantidades de cada grupo na tabela (pela professora);
i) Repetir as etapas (f, g, h) até chegar na última cor.
j) Usar a tabela para comparar resultados (mais, menos, igual) e elaborar situações problema, oralmente, para os grupos e para a turma.
l) Cada grupo vai preencher uma tabela com as quantidades de cada cor, utilizando os canudos e registrando com números. Sugestão: “amarrar” as dezenas com elástico ou fita adesiva. Colar os canudos com fita adesiva na tabela.

Avaliação:
- Cada grupo deverá conferir os resultados da tabela organizada por eles com a tabela coletiva da turma.
Tabela utilizada pelos grupos.

Registro dos resultados nas tabelas de cada grupo.
Os canudos foram cortados em pedaços de 5 centímetros.


Texto Prescritivo: Instruções
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Os textos prescritivos têm a função de ensinar a aprender a fazer coisas; comunicar instruções; regular o comportamento, etc.
Exemplos de textos prescritivos: receitas, regras (combinados, códigos, etc), instruções (jogo, trabalhos manuais, utilização, etc).


Elaborei esta atividade, após as crianças perceberem as "regras" do jogo.

Escrevi oito verbos (ações) no quadro:
FORMAR - PEGAR - COLOCAR - SORTEAR
CONTAR - ANOTAR - REPETIR - COMPARAR

Conversamos sobre cada verbo, quando eles aconteceram durante as jogadas, e o significado das palavras.

Depois fizemos a atividade escrita (veja imagem acima):
- Nome do jogo (escrita)
- Materiais (leitura)
- Instruções do jogo (escrita dos verbos nas lacunas)
- Modelo da tabela (observação das linhas e colunas)

Este texto com as instruções foi colado no caderno dos alunos.
Organizado por Ivanise Meyer®

3 de jun de 2018

Matemática 20: Tabela de Dupla Entrada

Tabela de Dupla Entrada
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Conteúdo: Conhecimento Lógico-Matemático

A construção do conhecimento lógico-matemático se inicia na Educação Infantil e prolonga-se nos anos subsequentes do Ensino Fundamental.

Condutas Lógicas Elementares
"Trata-se de organizações elementares que, sem qualquer dúvida, regem muitos dos raciocínios necessários à vida prática e sem os quais, em nossa opinião, a inteligência social não pode ser exercida. A classificação, a seriação, a 'ordinação' e a 'cardinação' numéricas, sejam quais forem as suas posições durante o desenvolvimento e relativamente à lógica e à Matemática, não se referem somente a objetos físicos mas também a acontecimentos, informações, estimativas, que surgem ou são fornecidos no espaço e no tempo da vida quotidiana atual. Naturalmente que as diversas constantes, que são adquiridas no contato com a realidade física e social desempenham seu papel, num segundo momento, na organização de novas experiências." Jacqueline Bideaud (1988)

O quadro de dupla entrada serve para apresentar de maneira mais simples resultados e classificações. Dessa forma, as crianças podem compreender que existem diferentes maneiras de apresentar resultados e relações, descobrindo que o quadro de dupla entrada é apenas um desses meios.

Dados dois conjuntos A e B, chama-se de produto cartesiano de A por B o conjuntos de todas as duplas cujo primeiro componente é um elemento de A, e o segundo componente seja um de  B. Se A é um conjunto de n elementos, e B um conjunto de p elementos, o seu produto cartesiano A X B tem n X p elementos.
Observação: B X A tem também n X p elementos, que são todas as duplas recíprocas das duplas de A X B.
Fonte Bibliográfica: Cerquetti-Aberkane e Berdonneau. O ensino da matemática na Educação Infantil. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

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Exemplos de tabelas (ou quadros) de dupla entrada que podem ser utilizados com as crianças:




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Tabela de dupla entrada
Este material foi digitalizado em junho de 2018 
(acervo pedagógico da rede municipal do Rio de Janeiro - década de 80).










Organizado por Ivanise Meyer®

23 de mai de 2018

Matemática 19: Cantinho da Matemática

Cantinho da Matemática
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Postagem de Ivanise Meyer em 2018

A base do cantinho é este cartaz.
São 4 cartolinas coladas, a barra combina com o mural (papel corrugado estampado com flores).
Os cartazes foram impressos em papel A4. Eles trazem diversos conteúdos que serão abordados ao longo do ano.
Há duas mesas na sala, cobertas com TNT estampado, que servirão para colocar jogos e outros materiais conforme o planejamento do uso do cantinho.

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Detalhes do Cantinho da Matemática:







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AGRADECIMENTO
Há muita experiência bacana, pelo mundo todo, na área de Educação disponibilizada na internet. Agradeço a todos que gentilmente dispõem suas fotos, postagens e vídeos.
Não copio apenas as atividades, mas me inspiro nas práticas e sugestões de outros educadores. Recrio da minha maneira, tornando o cotidiano das crianças mais proveitoso e dando significado ao que faço na minha profissão.
Este ano, resolvi montar esse "cantinho da matemática". Vi muitas fotos de professores do PNAIC e de outros lugares, e fui organizando de acordo com a minha realidade.
Durante minha vida de professora, ouvi opiniões do tipo: gastou seu dinheiro, fez na sua casa, etc. Se eu fosse valorizar tudo que já me disseram neste sentido, não teria disposição para colocar um alfinete no mural...
Cada pessoa faz do seu jeito. Eu aprendi a entender essa realidade.
Meu tempo de sala de aula vai acabar (porque eu quero me aposentar, se Deus quiser, nessa matrícula também). Então, vou realizar os sonhos, fazer meus cursos on-line em casa, e curtir minha #saladeauladotamanhodomundo.


Ivanise Meyer

4 de set de 2016

Jogo Matemático: Dez Coloridos


Dez Coloridos
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 Esse jogo é de autoria Katia Smole, fiz algumas adaptações. Da primeira vez que montei, usei canudos coloridos. Dessa vez usei palitos coloridos. 

♥ Material: 
Palitos coloridos, copos de plástico, uma tabela para anotar os resultados e cartões com as cores.

♥ Modo de jogar: 
a) Separar as crianças em grupos como o mesmo número de elementos;
b) Colocar um copo no centro da mesa de cada grupo;
c) Usar uma tabela para anotar os resultados (em papel ou escrita no quadro);
d) Cada criança pega 10 palitos, o critério é ter as quatro cores oferecidas;
e) Quando a professora sortear uma COR, os componentes colocam seus palitos da cor sorteada dentro do copo;
f) Solicitar que contem o total de palitos da cor sorteada;
g) Registrar os valores de cada grupo.
h) Repetir até chegar na última cor.
i) Usar a tabela para comparar resultados. Somar as cores de cada grupo.

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- Variação: o jogo pode ser individual (cada criança retira os dez palitos). A cada cor sorteada, contam quem tirou mais / menos / mesma quantidade, etc. Pode-se totalizar os palitos da turma para comparar as quantidades de cada cor.
- Variação: uma tabela para cada grupo preencher os valores encontrados.


Cada cor utilizada era colocada em um pratinho, para não ser contada novamente.

Tabela para anotar os resultados
Observe que dois grupos apresentaram "39" palitos como soma. As crianças concluíram que algum componente não pegou 10 palitos.

Organizado por Ivanise Meyer®

10 de ago de 2016

Brinquedos na Escola: Educativos / Pedagógicos

Brinquedos Educativos / Pedagógicos
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O brinquedo educativo é um recurso que ensina, desenvolve de forma prazerosa muitas habilidades infantis. 
O brinquedo educativo assume a função lúdica e educativa.
Jogos com regras necessitam de acompanhamento até que as crianças entendam e utilizem as regras para jogar. Muitas vezes, um jogo não dá certo na turma porque não houve um preparo dessa atividade. Pegar as peças colocar sobre uma mesa e achar que as crianças vão reconhecer a utilização do jogo, pode ser bem desastroso. Se queremos utilizar esse recurso, é preciso paciência e perseverança, e um bom planeamento.

Ao planejar o uso de brinquedos, é importante:

- Ensinar às crianças a brincar: como manusear, cuidados, possibilidades de uso, guardando em local adequado após o uso;

- Ter uma lista de combinados sobre o uso dos brinquedos na sala;

- Há jogos com regras bem específicas, que devem ser ensinadas pela professora, como por exemplo: dominó, jogo da memória, quebra-cabeça, etc;

- Ter potes, caixas e vasilhas (com tampa), identificados, para que os brinquedos fiquem protegidos da poeira;

- Os brinquedos seguem uma rotina: escolher, conhecer, brincar, arrumar e guardar. Ao trocar de mesa, na escolha de outra atividade, a criança deverá arrumar o brinquedo (não deixar nada espalhado);

- Diversificar os brinquedos: a escolha dos brinquedos pode ser semanal, para que todos possam brincar com o mesmo brinquedo ao longo da semana;

- Ao escolher os brinquedos, a professora deverá ter em seu planejamento quais habilidades e conhecimentos estarão em jogo;

- Trabalhar valores como: solidariedade, amizade, respeito. Essa é uma atividade COLETIVA que necessita de intervenção e supervisão da professora;

- Peças quebradas ou danificadas devem ser descartadas. Se a criança brinca com peças danificadas entende que isso é "normal". É preciso valorizar o cuidado com o material escolar.

Os jogos mais utilizados na escola são:

QUEBRA-CABEÇA

 De fácil compreensão, pode ser jogado sozinho ou em pequenos grupos. Há oferta de jogos no mercado, porém é possível confeccioná-los utilizando imagens (revistas antigas e material impresso), plastificando com Contact® para maior durabilidade. 
O ideal é que as peças fiquem dentro de um saco, ou caixa, e a quantidade das peças seja identificada para conferência quando for necessário.
Duas regras que devem ser lembradas: não misturar as peças entre quebra-cabeças diferentes e não perder as peças.
Apresento o quebra-cabeça durante a roda de conversa, dando uma peça para cada criança, montando grandes imagens para que percebam a dinâmica do jogo. O jogo que ficará na mesa deverá ter uma imagem como apoio, para que as crianças possam observar e comparar ao montar o quebra-cabeça.
Esse recurso pode ser utilizado para trabalhar conteúdos diversos: quebra-cabeça de nomes, de palavras, de números, de animais, de plantas, etc.

 
O Tangram é um quebra-cabeça muito interessante. 
Se quiser conhecê-lo, clique aqui.


DOMINÓ

As regras são bem específicas e necessitam de maior acompanhamento no início, até que os participantes utilizem as regras.
Pode ser jogado sozinho, mas é preferencialmente um jogo coletivo (grupo de até 4 pessoas). Há oferta no mercado, porém é possível confeccionar utilizando imagens, plastificando com Contact® para maior durabilidade. 
O ideal é que as peças fiquem dentro de um saco, ou caixa, e a quantidade das peças seja identificada para conferência quando for necessário.
Apresento o dominó durante a roda de conversa, dando uma peça para cada criança, para que a turma perceba a dinâmica do jogo.
Esse recurso é utilizado para trabalhar conteúdos diversos: dominó de nomes da turma, de números, de animais, de profissões, etc.


JOGO DE PERCURSO / TRILHA / DE TABULEIRO

 As regras são bem específicas e necessitam de maior acompanhamento no início, até que os participantes utilizem as regras.
É um jogo coletivo (pequenos grupos). Há oferta de jogos industrializados, porém é possível confeccionar, plastificando com Contact® para maior durabilidade. 
O ideal é que as peças fiquem dentro de um saco, ou caixa.
Lembrar às crianças para não perderem as peças.
Colocar as regras impressas em algum lado do tabuleiro, como uma legenda.
Apresento a trilha durante a roda de conversa, jogando com as crianças, para que percebam a dinâmica do jogo.
Esse recurso é utilizado para trabalhar conteúdos diversos, especialmente Matemática, pois desenvolve habilidades numéricas, além de trabalhar com a resolução de problemas. 


JOGO DA MEMÓRIA

 As regras são simples (fazer o pareamento das peças) e necessitam de acompanhamento no início, até que os participantes utilizem as regras.
É um jogo individual ou coletivo (pequenos grupos). Há oferta de jogos industrializados, porém é possível confeccionar as peças, plastificando com Contact® para maior durabilidade. 
O ideal é que as peças fiquem dentro de um saco, ou caixa, e a quantidade das peças seja identificada para conferência quando for necessário.
Lembrar às crianças para não perderem as peças.
Apresento durante a roda de conversa, jogando com as crianças, para que percebam a dinâmica do jogo.
Esse recurso é utilizado para trabalhar conteúdos diversos. 
É um ótimo recurso para desenvolver a memória de curto prazo.


JOGO DA VELHA

 As regras são simples e necessitam de acompanhamento no início, até que os participantes utilizem as regras.
É um jogo para dupla. A maneira tradicional é utilizando papel e lápis.
Pesquisando na internet, há vários modelos desse jogo. As peças utilizadas podem ser sobre algum tema, por exemplo: animais, personagens, etc.
Apresento durante a roda de conversa, jogando com as crianças, para que percebam a dinâmica do jogo.


BOLICHE

 As regras são simples e necessitam de acompanhamento no início, até que os participantes utilizem as regras.
É um jogo individual ou coletivo. As peças utilizadas podem ser confeccionadas com garrafas. Para facilitar a arrumação, marque a posição das garrafas no chão (as crianças arrumam após as jogadas).
Apresento o brinquedo durante a roda de conversa, jogando com as crianças, para que percebam a dinâmica do jogo.
Além da destreza dos movimentos, o boliche permite trabalhar com cálculo mental (adição e subtração), resolução de problemas e confecção de tabelas dos pontos de cada criança. 


BINGO

 As regras são simples e necessitam de acompanhamento no início, até que os participantes as utilizem para jogar.
É um jogo coletivo. As cartelas podem ser confeccionadas. A marcação do que é sorteado pode ser feita marcando a lápis ou com peças (tampinhas, por exemplo).
Há diversas variações para esse jogo, além do tradicional bingo de números. Pode-se fazer cartelas com diversos temas como nomes, cores, formas, cálculos, animais, etc. Bingo sonoro é bem interessante, mas é necessário ter um CD com diversos sons para a reprodução e cartelas com as representações dos sons.
Apresento o jogo durante a roda de conversa para que percebam a sua dinâmica.


JOGOS COM CARTAS

Há vários jogos com cartas que podem ser utilizados com finalidade educativa.
O jogo do MICO tem como objetivo principal a formação de pares:


Com um baralho, podemos jogar a "BATALHA":

BATALHA (este jogo faz parte da minha apostila Brincando com a Matemática )
- Material: baralho de cartas de ÁS a 10.
- Aplicação: um dos jogadores distribui (divide) todas as cartas entre todos. Cada criança arruma sua pilha com as cartas viradas para baixo, sem olhar para as faces numeradas. Os jogadores da mesa (2, 3 ou 4) viram a carta superior da sua pilha e COMPARAM os números. Aquele que virar a carta de quantidade “maior” (número maior) pega todas para si e coloca num monte à parte. Jogar até as pilhas terminarem.
- Se abrirem cartas de mesmo valor, deixar na mesa e virar as próximas do seu monte.
- Vence aquele que pegar o maior número de cartas (estratégias: comparar a altura das pilhas, contar, estimar).



TODOS OS BRINQUEDOS SÃO EDUCATIVOS?
Ivanise Meyer

É possível afirmar que se aprende algo ao brincar? Sim, sempre aprendemos algo ao brincar.
É possível basear todo planejamento em jogos e brinquedos educativos? Não. Eles são recursos, devem ser bem utilizados, mas não devem ser a única forma de trabalhar os conteúdos.
Há brinquedos que permitem muitas possibilidades, outros são mais restritos.
Nos brinquedos educativos (jogos pedagógicos) há regras, formas de brincar, o que diminui as possibilidades de imaginação e de fantasia. Pode ser divertido brincar, mas as regras são necessárias, assim como, um maior auto controle de cada criança ao brincar coletivamente.
Olhando para esses brinquedos da foto acima, posso dizer que sejam educativos? Que mensagem passam às crianças? Há regras? Quais conhecimentos serão necessários? Para qual faixa etária se destinam? São individuais ou coletivos? Todas essas perguntas devem ser feitas pelo professor quando está planejando o uso de um brinquedo com a finalidade educativa no seu fazer pedagógico.
Se uma criança não conhece as regras de como se joga dominó, quando vê as peças faz o quê? Brinca de montar, derruba sobre a mesa, junta, conta... Só não jogará "dominó", porque não houve alguém para mediar esse contato inicial com o jogo.
O que torna um brinquedo educativo (jogo pedagógico), é a intencionalidade do professor. Qualquer jogo ou brinquedo que seja utilizado como recurso precisa ser mediado pelo adulto. Uma vez que a criança compreenda seu uso, ela poderá brincar sozinha ou com seus colegas. Por isso, o professor deve planejar, sabendo quais objetivos serão atendidos com cada recurso escolhido.
Os jogos pedagógicos devem ser apresentados um de cada vez. Durante uma semana, ou mais, as crianças experimentarão, utilizarão as regras, as dúvidas serão resolvidas. Então esse jogo fará parte do seu repertório de brincadeiras.

Organizado por Ivanise Meyer®
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