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15 de fev de 2019

Flor Mágica

Flor Mágica
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Terminando nossa 1.ª semana de aula, trouxe o livro "O passarinho Me-Ama" com uma história muito doce... Duas frases são importantes na história: "Me ama" e "Te amo".

Cada dupla recebeu um pratinho com água e duas flores fechadas. A surpresa aconteceu quando colocaram a flor (com as pétalas fechadas para cima) na água. A flor se abriu como uma mágica! 
Muitos aplausos nessa hora!!!

Depois ensinei a dobrar a flor e cada criança fez a sua flor mágica.


No final da aula, cada criança levou algumas flores para fazer a "mágica" em casa.

♥♥♥

Dicas:
  • Testar o papel (papel mais grosso dificulta a abertura da flor). 
  • Ao dobrar as pétalas tenha cuidado de dobrá-las em sequência da primeira até a última. Colocar a flor na superfície da água com as "pétalas" para cima. 
  • Para não manchar, ao escrever no miolo da flor, use caneta esferográfica ou lápis.
♥♥♥

O passarinho Me-Ama
Joyce Dunbar e Sophie Fatus
Editora RHJ (2007)

Perfurador Seller (linha 50 mm)
Modelo A010408

♥♥♥

Gravei um vídeo demonstrando como se dobra a flor:



22 de mai de 2017

"Cor de Pele"


"COR DE PELE"
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Todos os anos, surge a mesma questão nas minhas turmas: querem o tal lápis "cor de pele" (algo parecido com bege ou laranja).
Questiono: - Não conheço esse lápis "cor de pele", porque as peles NÃO são todas da mesma cor.
Essa informação causa um estranhamento. Daí mostro fotografias, comparando as diferentes "cores" de pele.
Chegou uma criança nova na turma e começaram a discussão de novo. Um menino pergunta: - Tia, não existe cor de pele, né?!
Respondi: - Isso mesmo! Porque você pode escolher a cor que tiver na caixa: preto, marrom, laranja, bege, amarelo, rosa e até azul...
Eles levaram um susto com esse azul... Comecei a rir e emendei:
- Ué, gente?! Os Smurfs são azuis, o Hulk e o Shrek são verdes...
Foi uma gargalhada geral!
Hoje, fizemos uma produção com o desenho das mãos deles, e fiquei feliz ao ver surgir a pintura de mãos de muitas "cores de pele".

♥♥♥



GIZ DE CERA PINTKOR

Chegou a encomenda feita no site da Koralle (Porto Alegre) do lápis de cera com 12 tons de pele (variando do bege ao marrom-escuro). 
Agora teremos mais opções para encontrar na caixa dos lápis na sala. Ebaaaa!!!

Clique aqui para conhecer (site da Koralle).

Organizado por Ivanise Meyer®

30 de jun de 2015

Folclore (Bumba meu Boi)

Boi da cara preta
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Na foto você vê nosso "BOI DA CARA PRETA" e o "BOI DE BRAÇO" (os pequeninos ao lado do boi), confeccionados pela turma 10 (5/6 anos) de Educação Infantil na E.M. José Alpoim em 2006.
♥♥♥

BOI DA CARA PRETA

Materiais: caixa de papelão (dessas de papel A4), caixa de sapato, tinta preta, fita metalóide, papel crepom, purpurina, cola, retalhos de cartolina (chifres, olhos, língua, narinas).

Como fazer: Colar a caixa de sapato na caixa maior (fazer um corte para encaixar). Pintar tudo de preto. Montar a cara do boi (olhos, chifres, narinas e a língua). As crianças colaram pedacinhos de metalóide, depois fizeram um pinguinhos de cola com gliter nos espaços entre as fitas. Colei tiras de papel crepom por dentro. Dançamos muito com ele, segurando por baixo, ouvindo a música do boi do CD da Bia Bedran (Fazer um bem).


♥♥♥

BOI DE BRAÇO

Materiais: cartolina preta para a cabeça, papel branco para o detalhe dos chifres, olhos de cartolina, papel glacê (língua), cartolina tamanho A4, tintas nanquim, cotonetes, fita metalóide fininha, papel crepom amarelo, cola com gliter, cola, cola quente (uso da professora).
Como fazer: Esse boi foi pintado em 3 dias: a) Desenho com nanquim preto. b) Pintura com nanquim colorido. c) Decoração com cola com gliter. A cabeça foi montada pelas crianças, colaram paetês para enfeitar. Colar os babadinhos fechando o corpo (veja na foto), colar o corpo na cabeça (a cola quente é mais rápido). No outro lado, colar um rabinho. Nos chifres colei com durex (por trás) 2 pedacinhos de fita metalóide (ficou parecido com o Boi da cara preta).
Depois é só enfiar no braço e brincar!!!! Ê, boi!!!

♥♥♥

Republicação - 2015

Maranhão, meu tesouro, meu torrão - Humberto Maracanã
 
 
 
Organizado por Ivanise Meyer®

20 de mai de 2015

Reflexões sobre a criatividade

JARDIM SECRETO
Ivanise Meyer

Hoje eu vi o livro "Jardim Secreto" em uma papelaria, junto a ele, caixas de lápis de cor, formando uma espécie de "kit pintura".

Dei uma olhada nas figuras, e deixei-o no mesmo lugar. Embora eu goste muito de pintura, não o trouxe para casa, mas pensei em muitas coisas...

Cada pessoa adulta decide como passará suas horas de lazer, ou como costumo dizer "momentos de puro ócio." Quero deixar claro que não escrevo para criticar as pessoas que utilizam este ou qualquer livro do mesmo estilo.

Livros de colorir, revistas de banca de jornal, não são novidade. Eram coisas "para criança" com motivos infantis.

 Lembrei do que acontece com a criatividade da maioria das crianças quando iniciam na escola, especialmente, no ensino fundamental. Ela se perde. Se perde porque como há muita coisa já pronta, para quê perder tempo em criar seus próprios desenhos? Não se coloca a mão na massa, na argila, não se suja de cola, não se pinta, tudo que poderia ser linguagem, fica mudo... Emudecendo o potencial criativo de tantas crianças.


Criatividade não está relacionada com "talento". Todos somos criativos, dependendo apenas das oportunidades que temos ao longo de nossas vidas. Muitas crianças dizem "eu não sei desenhar", mas quem disse que se sabe ou não? Podemos não desenhar conforme um modelo pré-estabelecido, mas todos nós temos capacidade de nos expressar por grafismos, desenhos... Isso é humano.


Qual o valor da arte na escola? Qual é o tempo que destinamos em nosso planejamento onde nossas crianças possam criar, experimentar, produzir? E não falo apenas das artes plásticas, falo de todas as artes. Arte é uma forma de expressão individualmente coletiva.


O mundo muda tão rápido, mas muitas coisas circulam, e voltam... Um exemplo? Os livros para colorir. Nesse meu tempo de professora já vi de tudo: desde fornecer os desenhos prontos para as crianças apenas colocarem cor, até não trazer mais "modelos" e incentivar que cada um criasse o "seu" desenho. São ciclos...

Lógico que a criança também precisa experimentar colorir os desenhos feitos por outras pessoas, mas que isso não seja a única experiência artística dela. Saber o nome das cores não é suficiente, é preciso sentir as cores, perceber nuances, ver as cores pelo ambiente, nos objetos... A vida é colorida! Que ela possa escolher as cores, os efeitos, para que imprima algo de "seu" no desenho do outro. Nada de ficar indicando as cores! Deixe que veja muitas imagens coloridas e que ela escolha quais cores representam a sua interpretação.

A criança que hoje é "escrava" das ordens de um computador (seja em um celular, em um tablet, ou coisa parecida) não cria. Ela apenas segue ordens, ganha "prêmios" caso execute as ordens direitinho. E só. Criatividade, nenhuma. Talvez a criatividade seja apenas de quem criou o jogo.

Faço aqui um apelo: permitam que suas crianças sejam criativas! Incentivem, forneçam material (livros literários, papéis, lápis cera, hidrocor, tinta, cola, etc), tempo, lugar (espaço), valorizem suas produções! Que as crianças possam viver e experimentar o quanto é bom criar, fazer seus desenhos e colocar as cores que gosta.


(Acrescentei outras reflexões ao texto publicado na página do Baú de Ideias no Facebook)

Organizado por Ivanise Meyer®

19 de mai de 2015

Produção Artística das Crianças

Produção Artística das Crianças
Artigo de Ivanise Meyer
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As crianças se expressam das mais variadas formas, uma dessas é utilizando as linguagens artísticas.
Na creche e na escola podemos aproveitar vários momentos, para ampliar a criatividade da criança, não apenas oferecendo materiais, mas propondo a sua utilização.
Uma "técnica" de artes só tem sentido quando a criança consegue expressar seu pensamento e suas emoções. Precisa fazer sentido para ela, não apenas "ser bonito" para alguém.
Sempre que uma criança me pergunta se o que faz está "bonito", eu devolvo:
- Você acha que está bonito?
Minha intenção é que a criança valorize sua produção, que deve ser respeitada pelos adultos e pelas outras crianças.
Critérios de julgamento do tipo "feio" ou "bonito" de nada ajudam, pois a linguagem artística é subjetiva.
Pode-se conversar com as crianças sobre como fazer (técnica) e os cuidados com os materiais (como lidar com tintas, lápis, pincéis, etc). Os resultados das produções dependerão do envolvimento de cada criança.
Acredito que não se produz a partir do "vazio"... Antes de propor uma produção artística podemos ler uma história, cantar uma música, fazer uma brincadeira, apreciar produções de artistas conhecidos, assistir um programa sobre o tema a ser trabalhado, entre outras sugestões.
Assim "nutrida", a imaginação e a criatividade se expressam mais facilmente através das linguagens artísticas.
 Todos esses momentos devem ser planejados pelo professor, prevendo quais materiais irá precisar com antecedência, selecionados de acordo com a faixa etária, observando as fases que as crianças estão na construção do conhecimento sobre o uso destes materiais.
O mesmo material pode ser utilizado mais de uma vez, pois a cada vez a criança vai modificando, criando e inventando novas formas de utilização.
Variar os materiais amplia as experiências infantis nas produções artísticas.
A produção artística pode estar ligada ao tema trabalhado em uma história, brincadeira, jogo, música, vídeo, ou assunto estudado, fazendo parte do cotidiano, não apenas como "técnica", mas como expressão da linguagem artística.
A criança aprende os procedimentos para desenhar, pintar, modelar, construir, recortar e colar, utilizando-os para criar.

Deixo a seguir algumas sugestões em desenho, pintura, modelagem e colagem.

♥ Desenho e Pintura ♥

Meios secos: lápis cera, lápis de cor, giz e carvão.

Meios aquosos: anilina, guache, cola colorida, tinta para pintura a dedo, aquarela e caneta hidrocor.

Suportes para o Desenho:

- Na areia: uma caixa com areia. A criança desenha com os dedos. Permite várias possibilidades. Já usei uma embalagem de pizza como caixa de areia e deixei conchas para que fizessem a composição de desenhos. Ficaram lindos!
- No quadro-de-giz: usar giz branco e colorido e apagador.
- No chão: pode utilizar giz ou carvão. O giz é mais fácil de tirar, pois a própria água da chuva "lava" o chão.
- Em papéis: variar o tamanho do papel, além do A4 e do A3 (aquela folha dupla), pode-se utilizar variados tipos e tamanhos, formas (papel cortado em forma de círculo, quadrado, etc). Além do papel branco, temos os coloridos, craft, cartolina, glacê, camurça, papel jornal, papel de seda, vegetal, pardo, quarenta quilos, celofane, crepom, lixa de madeira, emborrachado (EVA), tecido não tecido (TNT), papel reciclado. São muitas as possibilidades de desenho em papel!
- Em paredes: pode-se ter uma parede azulejada para pintura com guache que possa ser lavada após a apreciação e reutilizada.
- Uma mesa ou bacia (retangular e baixa) para pintura a dedo.
- Suportes tridimensionais: desenhos em caixas, tubos de papelão, embalagens, etc.


♥ Modelagem ♥

Materiais: massinha (plastilina ou de amido), argila, areia molhada (caixa de areia).
Pode-se oferecer rolinhos de madeira, palitos (de picolé), moldes.

♥ Colagem ♥

Os suportes para a colagem de materiais podem ser variados como papéis e caixas, para composições individuais ou coletivas. Um mosaico pode ser uma proposta para toda a turma participar.
Os materiais a serem colados podem ser: sementes, folhas e flores secas, barbante, lã, areia, serragem, algodão, retalhos de EVA, fita metalóide (pedaços cortados), retalhos de tecidos, restos de papel de presente, formas geométricas já cortadas. O papel crepom é maleável, fácil de dar forma usando as mãos.
Eu tenho uma caixa com divisórias para pequenos pedaços de papel colorido (sobras) que as crianças utilizam nas colagens.
Há dois materiais para colagem que gosto muito: confete e serpentina (podem ser adquiridos em lojas na época do Carnaval).
Muitas "sucatas" podem ser aproveitadas nas colagens.

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É importante supervisionar o uso da cola e da tesoura (sem ponta).
Para evitar acidentes,
 nunca se afaste da sala quando as crianças estão usando estes materiais.
Antes de utilizar a tesoura a criança precisa adquirir habilidade para isso,
senão o uso torna-se perigoso.
A criança não aprende a manusear os materiais sozinha,
precisa aprender como utilizar sem se machucar,
ou algum colega. Quem ensina como manusear é o professor.

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Como apresentar as produções?

Mural da Turma do Coração (desenho em lixa)

A apresentação de um trabalho é tudo! Ela vai valorizar as produções das crianças.
Observe o mural acima, se tivesse grampeado os desenhos sem o fundo vermelho eles não teriam a mesma graça...
Essa é a "nossa parte" no trabalho das crianças, ou seja, como tornar os trabalhos valorizados para elas e os adultos que os observam. Colocar uma moldura, arrumar em um cartaz ou mural, fazer uma coletânea com capa (encadenar usando grampeador ou espiral), expor suas modelagens em uma mesa decorada, são formas de apresentação das produções artísticas.
Organize com elas uma exposição de trabalhos, convide os pais, é uma experiência maravilhosa!

Organizado por Ivanise Meyer®

3 de out de 2014

O Baú de Ideias recomenda!

Eu vi as três Meninas
Música Tradicional da Infância
 na Aldeia de Carapicuíba
Lucilene Silva
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"O projeto corresponde à realização de um livro e de um CD que registrarão a Música Tradicional da Infância pesquisada nos últimos dez anos na Comunidade da Aldeia de Carapicuíba-SP, localizada no patrimônio histórico, Aldeia Jesuítica de 1580. Essa comunidade é formada predominantemente por migrantes de várias regiões brasileiras, o que dá a esse projeto a possibilidade de fazer um retrato da música da infância no Brasil, pois trará exemplos musicais de diversas regiões e gerações."


♥♥♥♥♥ Excelente!
Cada detalhe do projeto está revelado nessas páginas! O CD e DVD emocionam a cada música e história narrada. Recomendo para quem gosta de música tradicional infantil.

Organizado por Ivanise Meyer®



9 de set de 2014

Formação do Professor: Grafismo Infantil

Formação do Professor
 
GRAFISMO INFANTIL
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Como encontro muitos materiais interessantes na internet, decidi compartilhar aqui no Baú de Ideias os links de vídeos e textos que possam ajudar os colegas.
 
Estou inaugurando hoje o marcador "Formação do  Professor",
 que você encontrará no índice de todos os baús, conforme as postagens acontecerem.
 
Sejam bem-vindos a este espaço de formação!
 

 
Organizado por Ivanise Meyer®
 
 

Formação do Professor: O desenho infantil

Formação do Professor
 
O DESENHO INFANTIL
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É muito importante que o professor da criança pequena reconheça as características de cada fase na produção do desenho infantil.
Baú de Ideias sugere esse vídeo da Nova Escola, apresentado pela Monique Deheinzelin:


Organizado por Ivanise Meyer


6 de jun de 2013

Festa Junina: brincadeira

Mini Boca do Palhaço
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Essa é a boca do palhaço "original" feita sobre uma caixa de papelão bem grandona.
A partir dessa caixa, as crianças fizeram as suas em tamanho menor usando uma caixa de leite vazia como "base".
♥♥♥
Materiais:
Caixa de leite (lavada, seca e forrada com papel branco), cartolina para o rosto, olhos e chapéu, papel laminado (nariz), papel de bala (cabelos), crepom (gravata), flor de aplicação (no chapéu), lápis de cera para decorar a caixa (antes de colar o rosto), hidrocor para desenhar os detalhes do rosto, cola, tesoura e 3 tampinhas de refrigerante.

Como fazer (esse trabalho foi realizado em 2 dias):
1 - Encapar a caixa de leite com papel branco. As crianças podem decorar a caixa com lápis cera. Caso queira, pode-se pintar a caixa com tinta acrílica.
2 - A professora deve fazer o recorte da boca.
3 - Colar o rosto (eu já dei cortado) na caixa e deixar secar.
4 - Dobrar o papel de bala e colar como se fosse o cabelo na parte de cima do rosto. Colar o chapéu por cima. Enfeitar o chapéu com a flor de aplicação.
5 - As crianças recortaram os olhos e o nariz (já dei riscado na cartolina).
6 - Colagem dos olhos, nariz e gravata.
7 - Desenho dos detalhes do rosto com hidrocor.
8 - As tampinhas de refrigerante funcionaram como "bolas". Coloquei-as dentro de um saquinho de celofane e para guardar enquanto não se joga.

♥♥♥

As crianças amaram produzir esse brinquedo!

Organizado por Ivanise Meyer®

20 de out de 2012

Sugestão do Baú: Acrilex

Acrilex na minha vida
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Há muitos anos uso os materiais da Acrilex.
Essa marca me traz muitas recordações...
Minha mãe pintava camisetas à mão e essa era a marca das suas tintas.
Com ela também aprendi a pintar para ajudar quando recebia muitas encomendas.
Eu pintava lencinhos de mão com motivos do "Amar é..."
Ela começou a pintar como "hobby",
mas em um momento difícil em nossas vidas,
era pintando que pagávamos muitas contas...
Anos depois, como professora,
conheci os lápis de cera através de uma colega que pintava lindamente seus cartazes.
São materiais de qualidade
que oferecem um ótimo acabamento!

Recebi um e-mail da arte educadora e pedagoga Ivete Raffa
que me convidou para conhecer no site da Acrilex
o espaço destinado aos Educadores.
Não deixem de visitar e navegar:
há manuais para baixar, textos, dicas e sugestões para datas comemorativas.


Organizado por Ivanise Meyer®

8 de mar de 2011

Uso da tesoura

Uso da tesoura
na Educação Infantil
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Artigo de Ivanise Meyer

As tesouras utilizadas pelas crianças devem ter as pontas arredondadas, pois evitam que a criança  produza um furo na pele durante o corte. Porém, não devemos esquecer que a lâmina da tesoura é capaz de machucar uma criança que esteja utilizando inadequadamente este instrumento de corte.

Antes dos 4 anos, é desaconselhável o uso da tesoura para atividades de recorte. É necessário planejar atividades para desenvolver a coordenação motora fina que antecedem o uso da tesoura. Algumas sugestões:
Coordenação das Mãos (estimulação da movimentação das mãos, sem que o braço faça o mesmo, ficando apenas como em uma postura de "suporte"):
- Apertar e soltar (livremente e usando materiais);
- Bater palmas em diferentes ritmos e intensidades;
- Pintar com as mãos;
 - Rasgar e amassar papéis;
- Brincar com bolas de diferentes tamanhos;
- Modelagem: massa de modelar (plastilina), areia molhada, argila, massa de farinha.
- Tocar instrumentos da bandinha rítmica.

Conquistada a coordenação das mãos, a criança passa ter um melhor desempenho nas atividades que exigem movimentos diferenciados dos dedos:
- Brincar com os dedos: estalar, entrelaçar, brincar de "tocar piano";
- Músicas que usem os dedos (nomeando ou movimentando os dedos);
- Rasgar papéis com as pontas dos dedos;
- Enfiar em barbante: macarrão (cru), canudinho (pedaços), rolinhos de papel, contas;
- Dobraduras (origami);
- Alinhavos;
- Recorte usando os dedos.

Fases do Recorte e Colagem

- Antes dos 4 anos a criança deve recortar os papéis com as mãos e colar à vontade. Conversar com a criança sobre o uso da cola (exemplos: não exagerar na quantidade de cola).

Nas produções de recorte e colagem podemos observar as seguintes fases:

- Fase celular: recorta e cola de qualquer maneira, sem intenção de formar cenas. Gosta de ter material variado. Nesta fase, a professora deverá intervir quanto ao uso correto da tesoura (cuidado para não cortar os dedos) e o uso da cola (controlar a quantidade utilizada). Ainda não nomeia suas produções.

- Fase das formas isoladas: não dá forma definida ao recorte, mistura muito o que recorta, mas já está enriquecendo sua experiência. Oferecer materiais variados para enriquecer a colagem: barbante, lã, canudinho, algodão, paetês, tecido, etc. Às vezes, consegue nomear suas produções.

- Fase da cena simples: a criança recorta tirinhas e cola para armar um esboço simples. Deixa quase sempre uma área vazia. É uma fase sem proporção. Já consegue nomear sua produção (exemplo: um barco).

- Fase da cena completa: a criança usa as tirinhas, geralmente faz a "linha de base" (o "chão" que aparece também em seu desenho), usa formas variadas para compor sua produção (recorta intencionalmente). Percebe-se uma cena. Nomeia e explica sua produção (exemplo: É um barco navegando no rio.).

Essas "fases" também podem ser observadas no desenho. Cabe ao professor, além do incentivo e de escolher os materiais necessários para cada fase, planejar atividades para que as crianças avancem. A criança não aprende sozinha, não cria no "vazio"... Ela precisa da intervenção do adulto, ou de outra criança mais experiente, para avançar em suas hipóteses e experiências. Leia mais em Produção Artística das Crianças.

O professor deve observar: como a criança segura a tesoura (o canhoto necessita de tesoura adaptada as suas necessidades), como manuseia o papel (ou outro material para corte) e como utiliza a cola, para fazer as intervenções necessárias, pois há técnicas que facilitam o uso dos materiais.

Nunca se ausentar do local onde as crianças estejam utilizando tesoura e cola. Ter atenção aos materiais que serão manuseados, exemplo: não oferecer botões e objetos que possam ser engolidos à criança que coloca qualquer coisa na boca. Se necessário, redigir um combinado do que "pode e não pode" fazer no recorte e colagem. Cuidado para que eles não cortem cabelos e roupas deles ou dos colegas.

Ao utilizar a tesoura, a criança desenvolve o uso bilateral das mãos: mão dominante corta e a outra dá suporte ao papel.

Para auxiliar o uso da tesoura, o professor deverá planejar atividades de recorte na qual a criança use a tesoura em movimento para frente (linhas retas), direção lateral da tesoura (esquerda / direita), corta figuras geométricas simples (quadrado, triângulo e círculo), corta figuras complexas e corta material que não seja papel (tecidos como o TNT são fáceis de cortar).

É difícil para uma criança visualizar o "contorno" de uma imagem colorida impressa (como nas revistas), ela acaba cortando algum pedaço... Para começar, eu contorno com caneta hidrocor (linha grossa) a figura desejada e explico à criança que ela cortará o contorno. Veja no exemplo:

Ao cortar seguindo o contorno, a criança perceberá os detalhes sem se preocupar em cortar o rabo ou as orelhas do cachorro. Aos poucos, a criança não necessitará deste contorno.

Outro modelo que gosto de usar é o do "boneco" (a linha grossa facilita o corte para a criança):
Clique para ampliar.

Falando em tesoura... Sugiro a história "Clact... Clact... Clact..." de Liliana Iacocca e Michele Iacocca, editora Ática. Será que essa tesoura tem um parafuso a menos na cabeça? Doidinha da silva, ela fica picotando os papéis, sem nunca se dar por satisfeita!
Outra sugestão: recortar figuras em revistas (não mais utilizadas), colar em papel branco e compor cena usando lápis cera, lápis de cor ou caneta hidrocor. Em rostos grandes, separe olhos, boca, nariz, orelhas e componha novos rostos em um papel.
Há "papéis de presente" que trazem figuras boas para utilizar no recorte e colagem.

Tipos de tesoura:

Tesoura sem ponta

Tesoura para canhoto
Tesoura adaptada
Organizado por Ivanise Meyer®

2 de out de 2009

Painel Coletivo: Viver é Sentir - Os 5 sentidos (vídeo)


Painel Coletivo
♥♥♥

]
Como fizemos o painel coletivo
VIVER É SENTIR
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Materiais: cartolina (usei um tipo para a pintura e outra mais grossa para colar por trás), tinta guache (cenário), pincel batedor, pincel chato (pintura do caule), caneta hidrocor e lápis de cor (desenhos), detalhes em EVA (flores, bichinhos, maçãs), fita adesiva colorida (azul com 5 cm e a preta com 1 cm), cola branca (para colar a pintura na cartolina, cola quente para os detalhes.
Como fazer: Cortei as placas de cartolina. Pintei o "chão" do cenário e as árvores. As crianças se desenharam no "jardim". Usando o pincel batedor, pintei o fundo (céu: azul + branco).
Colei as placas pelas laterais. Colei o painel na cartolina mais grossa. Fiz a barra com a fita azul e o acabamento com a fita adesiva preta.
Colei os detalhes em E.V.A. e escrevi o texto que você vê no painel com hidrocor.
Terminado, brinquei com as crianças se poderiam me dizer sobre os sentidos relacionando com as imagens do painel. Algumas respostas:
Visão: tudo que vemos no painel.
Audição: os sons (do sapo, do avião, a gente falando).
Olfato: o cheiro das flores.
Paladar: a maçã.
Tato: sentir o que está no jardim.



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♥♥♥ Agradecimento ♥♥♥
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A ideia do painel nasceu do desejo de fazer uma produção onde todos pudessem aparecer juntos. Pensei em várias possibilidaes... Até que olhando para a parede do corredor, imaginei um painel comprido.
Contei para as crianças sobre a minha ideia.
Depois que fiz o "chão" do cenário, fui chamando os grupos para o desenho.
Eles desenharam direto na cartolina pintada.
Essa confiança é resultado de um trabalho que começou em fevereiro.
Terminei o cenário e eles foram acompanhando todo o processo de pintura.
Quando colei as placas, eles acharam o máximo, um trabalho tão grande!!!
Na hora de prender, a Liliane (minha coordenadora) ajudou a escolher o melhor lugar. Como ficou "pesado", tivemos que amarrar onde havia possibilidade de passar o fitilho.
No dia da Feira de Ciências, ao passar pelo corredor,
os responsáveis ficavam procurando os filhos.
As crianças não se cansavam de olhar o painel pronto.
Ficou maravilhoso!
Este é o segundo trabalho no qual consigo juntar todo mundo em um lugar só (o primeiro foi aquele tapete da arte popular).
E tudo isso aconteceu lá na José Alpoim,
minha escola do coração.
Obrigada, crianças,
pois sem vocês esse painel jamais existiria.
Beijinhos,
Ivanise :)

23 de jul de 2008

Folclore (arte popular)

Arte Popular
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Foto do pátio com os trabalhos de todas as turmas de Educação Infantil da
E.M. José Alpoim (2006)
(Rio de Janeiro - 5.ª CRE)


♥♥♥


TAPETE MÁGICO DA TURMA
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MATERIAL: tinta para tecido Acrilex, pincéis, caneta para tecido Acrilex, chita (tecido de algodão), franja (acabamento) e tecido de algodão (tipo pano de saco para as pinturas).
COMO FAZER: Cada criança fez o seu retrato desenhando com a caneta para tecido e pintou com as tintas usando pincel. Eu costurei as pinturas como um tapete de retalhos, forrei e coloquei a franja como acabamento. Ficou lindíssimo!!!
Esse tapete representava o papel de cada um no projeto, a importância da produção de cada criança para a confecção de um trabalho da turma. Eles adoraram!!!

♥♥♥



CARRANCAS DO BRASIL
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Sugestão de livro: MARIA TERESA, de Roger Mello, Ed. Agir (2003).
MATERIAL: nanquim branco, cotonete e papel colorido (tamanho A4).
COMO FAZER: Depois da história e de observar várias fotos de carrancas (pesquisei na internet), cada criança desenhou a sua "carranca".



♥♥♥

XILOGRAFIA EM ISOPOR
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MATERIAL: placas de isopor (pode ser bandeja, sem as abas), lápis de ponta grossa para desenhar, tinta guache preta, rolinho de tinta e cartolina (ou A4) para imprimir o desenho.
COMO FAZER: Trabalhei a literatura de cordel e levei material para as crianças saberem como aqueles desenhos são feitos. Depois expliquei que faríamos a "xilogravura" só que usando o isopor como base. Eles desenharam com lápis grosso, fazendo um pouquinho de pressão (não pode furar). Depois passamos a tinta com rolinho (delicadamente) e imprimimos em papel (vira a matriz e faz uma leve pressão). Dá para imprimir umas duas vezes (a 1.ª vez fica mais forte).Obs.: Esse trabalho está pendurado na cordinha, logo na frente.


Organizado por Ivanise Meyer®

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